terça-feira, 25 de julho de 2017

Festa de São Tiago, o Maior, Apóstolo – 25 de julho

“São Tiago, o Maior" (c. 1615/16), José de Ribera (1591–1652). Foto: Städel Museum.
São Tiago e seu irmão João, filhos de Zebedeu e Salomé eram pescadores no mar da Galileia, que foram chamados juntamente com Pedro e seu irmão André para seguir a Jesus. Nas listas dos discípulos de Jesus nos Evangelhos, Tiago está listado seguindo Pedro e precedendo João. Juntos, esses três aparecem como líderes dos Doze. A razão de Tiago preceder João é porque Tiago é o mais velho dos irmãos. O Livro de Atos registra que Tiago foi decapitado por Herodes Agripa I, provavelmente entre os anos 42 e 44 d. C. (Atos 12.1-2). Assim, Tiago é o primeiro dos Doze a morrer como um mártir.

Cor litúrgica: Vermelha

LEITURAS:
 
† Atos 11.27-12.5
† Salmo: 56 (antífona vers. 4)
† Romanos 8.28-39
† Marcos 10.35-45

ORAÇÃO DO DIA:
 
Ó gracioso Deus, teu servo e apóstolo São Tiago foi o primeiro entre os Doze a sofrer o martírio em nome de Jesus Cristo. Derrama sobre os líderes da tua Igreja este espírito de serviço abnegado para que possamos abandonar todos os atrativos falsos e passageiros e passemos a seguir somente a Cristo, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre.

Fonte: Treasury of Daily Prayer (St. Louis: Concordia Publishing House, 2008, p. 559)

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Comemoração do Profeta Ezequiel – 21 de julho

A Visão do Profeta Ezequiel da Ressurreição dos Mortos / Die Vision des Propheten Ezechiels von der Auferstehung der Toten” (1589), por Quentin Metsys, o Jovem (1543–1589)
Ezequiel, filho de Buzi, foi um sacerdote chamado por Deus para ser um profeta para os exilados durante o cativeiro babilônico (Ez 12.13). Em 597 a.C., o rei Nabucodonosor e o exército babilônico levaram o rei de Judá e milhares dos melhores cidadãos de Jerusalém - incluindo Ezequiel - para a Babilônia (2 Rs 24.8-16). O conhecimento sacerdotal de Ezequiel marcou profundamente sua profecia, assim como a santidade de Deus e o Templo figuram com destaque em suas mensagens (por exemplo, Ezequiel 9-10 e 40-48). De 593 a.C. até a destruição de Jerusalém e do templo em 586 a.C., Ezequiel profetizou a inevitabilidade do juízo divino sobre Jerusalém, sobre os exilados na Babilônia e sobre sete nações que rodeavam Israel (Ez 1-32). Jerusalém cairia e os exilados não voltariam rapidamente, como consequência de seus pecados. Logo que a palavra da destruição de Jerusalém e do templo chegou a Ezequiel, sua mensagem se tornou de conforto e esperança. Através do profeta, Deus prometeu que seu povo iria experimentar a futura restauração, renovação e avivamento na vinda do reino messiânico (Ez 33-48). Grande parte do estranho simbolismo das profecias de Ezequiel foi mais tarde empregado no Apocalipse de São João.

ORAÇÃO DO DIA:

Senhor Deus, Pai Celestial, por intermédio do Profeta Ezequiel, tu continuaste o modelo profético de ensinar teu povo na verdadeira fé e demonstrar através dos milagres a tua presença na criação para curá-la de sua fragilidade. Concede que tua Igreja possa ver em teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, o profeta do fim dos tempos cujos ensinamentos e milagres continuam na tua Igreja através da medicina curativa do Evangelho e dos Sacramentos; mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.

Fonte: Treasury of Daily Prayer (St. Louis: Concordia Publishing House, 2008. p. 545-546)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Deus sustenta o seus filhos e filhas

Hoje (20de julho) nosso Sínodo comemora o Santo Profeta Elias com ações de graças a Deus.

Assim como Elias, muitas vezes lutamos para ver ou entender o plano e o propósito de Deus em tempos difíceis. Embora possamos ser tentados a desesperar, é durante esses tempos incertos que nos apegamos à promessa do Senhor de nunca nos esquecer nem nos desamparar. Graças a Deus por todo o cuidado e provisão manifestado a seus filhos e filhas do passado e do presente!

1 Reis 17.1-6 - Versão de J. F. de Almeira (Revista e Atualizada):

1 Então, Elias, o tesbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Tão certo como vive o SENHOR, Deus de Israel, perante cuja face estou, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra.
 2 Veio-lhe a palavra do SENHOR, dizendo:
 3 Retira-te daqui, vai para o lado oriental e esconde-te junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão.
 4 Beberás da torrente; e ordenei aos corvos que ali mesmo te sustentem.
 5 Foi, pois, e fez segundo a palavra do SENHOR; retirou-se e habitou junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão.
 6 Os corvos lhe traziam pela manhã pão e carne, como também pão e carne ao anoitecer; e bebia da torrente.



"Paisagem com o Profeta Elias no Deserto", Abraham Bloemaert (1566 – 1651)


Comemoração do Profeta Elias – 20 de julho


O profeta Elias, cujo nome significa “Meu Deus é Yahweh [o SENHOR]”, profetizou no reino do norte de Israel, especialmente durante o reinado de Acabe (874-853 a.C.).
O rei Acabe, sob a influência de sua esposa Jezabel, havia incentivado o culto a Baal em todo o seu reino, até que Jezabel tentou acabar com a adoração a Yahweh. Elias foi chamado por Deus para denunciar a idolatria e chamar o povo de Israel de volta a adoração de Yahweh como o único Deus verdadeiro (como ele fez em 1 Rs 18.20-40).
Elias foi uma vigorosa e imponente figura, vivendo no deserto e se vestindo com roupa de pêlos de camelo e um cinto de couro (2 Rs 1.8). Ele foi um profeta poderoso em obras e palavras. Muitos milagres foram feitos por intermédio de Elias, incluindo a ressurreição de mortos (1 Rs 17.17-24) e a predição de uma longa seca em Israel (1 Reis 17.1).
Ao final de seu ministério, Elias foi levado para o céu enquanto Eliseu, seu sucessor, o contemplava (2 Rs 2.11). Mais tarde, o profeta Malaquias proclamou que Elias retornaria antes da vinda do Messias (Ml 4.5-6), uma profecia que se cumpriu no ministério profético de João Batista (Mt 11.14).

ORAÇÃO DO DIA:

Senhor Deus, Pai Celestial, por intermédio do Profeta Elias, tu continuaste o modelo profético de ensinar seu povo na verdadeira fé e a demonstrar através dos milagres a tua presença na criação para curá-la de sua fragilidade. Concede que tua Igreja possa ver em teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, o profeta dos últimos tempos cujos ensinamentos e milagres continuam na tua Igreja através da medicina curativa do Evangelho e dos Sacramentos, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.

Fonte: Treasury of Daily Prayer (St. Louis: Concordia Publishing House, 2008. p. 542-543)

sábado, 15 de julho de 2017

Sexto Domingo após Pentecostes – 16 de julho de 2017 (Próprio 10 – Ano A)


Cor litúrgica: Verde

† Isaías 55.10-13
† Salmo 65.(1-8) 9-13 (antífona v. 5)
† Romanos 8.12-17
† Mateus 13.1-9, 18-23


ORAÇÃO DO DIA:

Bendito Senhor, visto que fizeste que as Escrituras Sagradas fossem escritas para nosso ensino, concede que possamos ouvir, ler, observar, estudar e internamente digeri-las, a fim de podermos abraçar e sempre manter firme a bendita esperança da vida eterna; através de Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre.


MEDITAÇÃO:


A pregação da Palavra de Cristo leva aos bons frutos da fé e amor

“Assim como descem a chuva e a neve dos céus” e “regam a terra e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come” (Isaías 55.10), assim também a Palavra de Deus realiza o propósito do qual ela fala, concedendo alegria e paz através do perdão dos pecados e produzindo os frutos da fé e amor naqueles que são chamados por seu nome. Jesus Cristo, o Verbo encarnado, estabeleceu o nome do Senhor como um “sinal eterno, que nunca se apagará" (Isaías 55.13). Ele abre os nossos ouvidos para ouvir, nossas mentes para compreender e nossos corações para crer em sua Palavra, a fim de que o maligno não venha e a tire de nós. Por isso, Jesus transforma nossos corações pedregosos em terra boa, que se apega ao Evangelho "e dá fruto" (Mateus 13.23). Ele próprio é as primícias de todos os que receberam “o Espírito de adoção de filhos" (Romanos 8.15). Portanto, sendo "guiados pelo Espírito de Deus", não temos medo, mas clamamos com fé ao nosso Pai no céu (Romanos 8.14-15). Assim como sofremos com Cristo, o Filho amado, assim "também com ele seremos glorificados" (Romanos 8.17).

terça-feira, 11 de julho de 2017

Comemoração de Bento de Núrsia – 11 de julho


Bento, abade e fundador das comunidades monásticas de Subiaco e Monte Cassino, e autor da regra monástica que leva seu nome, é o patriarca do monaquismo ocidental, uma vez que o monaquismo cristão já existia havia três séculos no Oriente. A fonte primária para o nosso conhecimento de sua vida é o livro II dos Diálogos de São Gregório Magno. Bento nasceu por volta de 480 em Núrsia, na Itália, e estudou em Roma, onde o estilo de vida o desgostou. Roma havia sido invadida por várias tribos bárbaras e o momento era de considerável instabilidade política (o Império Romano do ocidente tinha chegado ao fim na segunda metade do século V). A antiga sociedade romana do ocidente foi se quebrando e os reinos germânicos da Idade Média foram surgindo dentro das fronteiras do império caído. O desgosto de Bento com os modos e costumes de Roma o levou a deixar a cidade antes de completar seus estudos e a retirar-se numa gruta do monte Subiaco. De lá, se retirou para o Monte Cassino, perto de Nápoles, onde escreveu a versão final de sua Regra dos Mosteiros. Bento morreu em algum momento entre 540 e 550 e foi enterrado no mesmo túmulo que sua irmã, Escolástica.

Bento incorporou muitos ensinamentos monásticos tradicionais de João Cassiano, de Basílio, o Grande, e da Regra do Mestre. Sua inovação foi caracterizada pela prudência e moderação dentro de uma estrutura de autoridade, obediência, estabilidade e vida comunitária. Sua grande conquista foi o de produzir um modo de vida monástico que era completo, ordeiro e funcional, no qual o trabalho e a oração estavam integrados. A flexibilidade de sua Regra permitiu-lhe ser adaptada às necessidades da sociedade, de modo que os mosteiros tornaram-se centros de aprendizagem, agricultura, hospitalidade e medicina, de uma forma certamente imprevista até mesmo pelo próprio Bento.

ORAÇÃO DO DIA:


Onipotente e eterno Deus, teus preceitos são a sabedoria de um Pai amoroso: Concede-nos a graça de, seguindo o ensinamento e o exemplo de teu servo Bento, caminhar com corações amorosos e dispostos na escola de serviço do Senhor. Deixa teus ouvidos abertos às nossas orações e prospera com a tua bênção a obra das nossas mãos; por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, hoje e sempre.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

São Pedro e São Paulo, Apóstolos


A Confissão de São Pedro (“Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”) é festejada em 18 de janeiro e a Conversão de São Paulo no caminho de Damasco, uma semana depois, no dia 25 de janeiro. Em 29 de junho a Igreja celebra o martírio de ambos os apóstolos.

De acordo com a tradição, os apóstolos São Pedro e São Paulo foram martirizados no mesmo dia, porém em anos diferentes. Mas esta data especial (29 de junho), surgiu provavelmente quando da transferência de seus restos mortais para as catacumbas, no ano de 258, durante a perseguição de Valeriano.

São Pedro foi crucificado, mas pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, considerando-se indigno de morrer da mesma forma que o seu amado Senhor. São Paulo, como cidadão romano, foi decapitado fora de Roma. Junto com o apóstolo São Pedro, ele deu testemunho de que a vida que há em Cristo Jesus é mais forte que a morte:

“Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 8.37-39)